A Buva. Um drama
A buva, nos últimos anos, ganhou espaço expressivo na sojicultura. Agricultores, que antes se incomodavam com plantas daninhas como a guaxuma, o picão-preto, o leiteiro, o papuã, o milhã e outras pragas, hoje, encontram na buva, um inimigo a ser superado.
Os principais motivos que contribuíram para o crescimento da buva foram: o cultivo intensivo (soja e milho safrinha), falta de manejo pós-colheita e de rotação de culturas, e o uso intenso de glifosato. Assim, a buva tem dominado os campos do Sul do Brasil e Paraguai.
Conhecida popularmente como “voadeira”, a buva tem capacidade de produzir até 200 mil sementes viáveis por planta e é de fácil disseminação por ventos de até 80 km.
Além dos prejuízos econômicos para os agricultores, que gastam três vezes mais em herbicidas, esta planta é forte competidora em nutrientes, luz e água contra a soja. Uma situação que dificulta a colheita, aumenta a umidade e as impurezas.
Panorama da Buva
- O ciclo germinativo se dá em 2 momentos: inverno e primavera.
- É muito prolífera, pilosa, de alta capacidade de disseminação e adaptável a diferentes ambientes (rústica).
- Pode causar prejuízos de até 40% em 4,5 milhões de ha no Paraná e Paraguai.